OLHARES ATIVISTAS

A Escola de Ativismo traz todo mês o trabalho de fotógrafes que retratem em suas lentes a luta e a resistência dos povos e comunidades

JACY

SANTOS

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Natural de Igarapé-Miri, interior do Pará, Jacy “Ondejacyviu” Santos é Historiadora formada pela Universidade Federal do Pará, pesquisadora da linha “Povos Indígenas, Memória, Representação” no Grupo de Estudo e Pesquisa em História e Resistência Indígena na Amazônia: Cultura, Etnicidade e Ensino. Etnofotógrafa e fotodocumentarista desde 2015, atua, principalmente, na região do Baixo Tocantins. Jacy é fotógrafa independente há 9 anos. E luta por seu reconhecimento como artista amazônida e dos interiores. Em 2023, lançou o seu primeiro livro, “A Cura”, pela Sô Edições e, em 2024, produziu sua primeira exposição individual em sua cidade natal.

KAITI TOPRAMRE

TOTORÉ GAVIÃO

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Kaiti Topramre Totoré Gavião (@kaititopramrefoto), de 20 anos, é indígena do povo Gavião, da terra indígena Gavião que fica no Sudeste do Pará, na cidade de Bom Jesus. Ele também é co-fundador do perfil @midiagaviao. Especializado em retratar as culturas indígenas, Kaiti é comunicador da Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira  (@coiabamazonia) e da Federação dos Povos Indígenas do Pará (@fepipa_oficial).

ANA

MENDES

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“Me chamo Ana Mendes, tenho 39 anos. Sou fotojornalista, antropóloga, mestre em ciências sociais e atualmente doutoranda em artes pela Universidade Federal do Pará (UFPA). Trabalho e vivo há 7 anos na Amazônia brasileira pesquisando e realizando projetos multimídia (fotografia, vídeo e texto) que interseccionam jornalismo, arte e antropologia. Debruçando-me principalmente sobre os temas relacionados à luta por direitos de povos indígenas e comunidades tradicionais no Brasil.”

FELIPE

IRUATÃ

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Felipe Iruatã é um fotojornalista e documentarista negro, baseado em São Paulo. Colaborou com diversos veículos nacionais e internacionais com pautas sociais e historias da sua cidade natal, Salvador. Tem publicações nas agências de noticias Reuters, EFE e The New Humanitarian. Além de  jornais nacionais como o Globo, Estadão e Folha de São Paulo. Foi finalista do Leica Street Photo, ficando entre as 10 melhores fotografias de rua dentre imagens de mundo todo. Expôs no Museu da Nacional da República onde foi contemplado na mostra Mês da Fotografia.

NAY

JINKNSS

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Nay Jinknss é feminista negra, lésbica, nascida e criada em Ananindeua, no Pará. Possui graduação em Artes Visuais pela UNAMA. Atualmente é mestranda em Poéticas e Processos de Atuação em Artes pela UFPA. Em suas documentações, utiliza a metodologia da fotografia compartilhada e do bem querer. Como pesquisadora, através de um pensamento contracolonial, busca tensionar questões políticas a respeito da construção da iconografia e do imaginário brasileiro.

TUANE

FERNANDES

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Tuane Fernandes é documentarista e fotojornalista, baseada em São Paulo. Membro da agência Farpa e da Women Photograph, uma comunidade internacional de fotógrafas e jornalistas mulheres ao redor do mundo. Expôs no Memorial da Resistência (2018) e na 8ª Mostra SP de Fotografia e realiza palestras em festivais, instituições e universidades. Seu trabalho já foi publicados em diversos veículos como Folha de São Paulo, National Geographic, VICE, Revista Claudia, Greenpeace Brasil, Al Jazeera, El País, Wall Street Journal, Washington Post, Bloomberg, Bloomberg Businessweek, Intercept Brasil, e agências internacionais como Associated Press e Reuters.

JOELINGTON 

RIOS

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Quilombola e artista visual, Joelington Rios, trabalha e mora entre o seu Quilombo, o Jamary dos Pretos, em Turiaçu, no norte do Maranhão e no norte do Rio de Janeiro, onde desenvolve pesquisas no campo das artes visuais. Rios combina diferentes técnicas, entre a fotografia e a fotomontagem, e práticas artísticas, misturando fotografia, vídeo arte, performance, arte sonora, escultura e instalações. Sua pesquisa tem como objetivo revelar outras corporalidades, criar significado, ressignificar memórias e elaborar outras formas de existência. Ele escolheu algumas imagens de três de seus projetos: Entre Rios e Mocambos, que retrata sua terra e seu retorno à ela; O Que Sustenta O Rio, que traz visões desidealizadas do Rio de Janeiro e suas pessoas; e Um Jardim Para Minhas Avós, em que ele usa flores e plantas de poder para reacessar e reconfigurar memórias e imagens de mulheres negras suas ancestrais.

Instagram: @rivers________/

ANDERSON

BARBOSA

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Anderson Barbosa é fotojornalista e documentarista independente que trabalha desde 2001 documentando movimentos sociais e políticos brasileiros. Acompanhou os movimentos de luta por moradia no Centro de São Paulo (SP). Em 2012, começou a trabalhar com comunidades no médio rio Xingu, acompanhando os impactos de Belo Monte em Altamira (PA), assim como a luta dos Munduruku no rio Tapajós. Migrou para o Pará para acompanhar de perto a resistência dos povos amazônicos e contribui com veículos de comunicação nacionais e internacionais.

Instagram:  @foto.anderson

GABZ

404

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Gabz 404 (n. 1991, porto alegre) é um artista multidisciplinar trans/não binário, fotógrafo autodidata, pesquisador, ativista e astrólogo que investiga como a dissidência de gênero desafia e desestabiliza o status quo. Seus projetos buscam refletir sobre as corporalidades e sua relação com a sociedade atual. Elementos como identidade, memória, comunidade como cura, ecologia e o cosmos estão presentes em seu corpo de trabalho. Em 2020, criou “ser trans“, projeto de ativismo artístico e narrativa visual em coautoria que representa e celebra pessoas trans, travestis e não binárias através de fotografia, entrevistas e vídeos.

Instagram:  @gabz404/@ser.trans

MITÃ

XIPAYA

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Mitã Xipaya é um comunicador indígena e coordenador da rede de jovens comunicadores da COIAB (Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira). Ele pertence aos povos indígenas Xipaya e Kuruaya, do município de Altamira, no estado do Pará, na região do Médio Xingu. Mitã é uma jovem liderança, defensor dos direitos indígenas, da floresta, da vida e de um planeta sustentável para todos. 

Instagram:  @mita_xipaiy

 

 

RAFAEL

VILELA

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Rafael Vilela é um fotógrafo e jornalista brasileiro que documenta a crise climática e econômica em seu país. Foi um dos fundadores e gestores da Mídia NINJA, onde permaneceu até 2019. Seu projeto “Ruínas Florestais”, que documenta a resistência da comunidade indígena Guarani-Mbya nos arredores de São Paulo, a maior metrópole das Américas, foi finalista do prêmio Leica Oskar Barnack em 2022, ano em que também recebeu o prêmio Catchlight Fellowship e foi nomeado como explorer da National Geographic Society. Em 2023 sua participação na série de reportagens “The Amazon, Undone” foi finalista no prêmio Pulitzer de Jornalismo.

Instagram:  @piravilela

 

 

JARÊ

APINAJÉ 

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Jarê Apinajé é Indígena trans, fotógrafo e artista visual. Nascido e criado banhado pelo Rio Amazonas, Jarê é ativista socioambiental e climático, luta pela proteção da floresta e de povos e comunidades tradicionais dentro de seus territórios ou contextos urbanos.

Instagram:  @jareapinaje

ANDRESSA ZUMPANO

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Andressa Cruz Zumpano é fotojornalista e documentarista e maranhense. Participa e colabora com missões de investigação de povos e comunidades tradicionais em situação de conflito agrário no Brasil. Ela apresenta aqui um ensaio sobre a face da resistência, lutadoras e lutadores pela terra, no campo e na cidade, em defesa de seus territórios e de sua ancestralidade. Uma curta ilustração de um trabalho contínuo, que realiza desde 2016, registrando a luta das mulheres e povos tradicionais por todas as regiões do Brasil.

Instagram:  @zumpanoandressa

JULIA
DOLCE

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Julia Dolce é pesquisadora de fotografia, colonialismo e memória e defende de maneira permanente a desconstrução do olhar e estética fetichista da branquitude na fotografia. Foi ganhadora do Prêmio Marc Ferrez de Fotografia da FUNARTE em 2021, com o projeto Álbuns Originários, no qual trabalhou com curadoria e digitalização de álbuns de fotografia de famílias indígenas do alto Tapajós Nestes cliques, feitos entre 2017 e 2022, há registros de protestos de indígenas guarani e do movimento Black Lives Matter em São Paulo, crianças jogando ping-pong na Ilha do Marajó, indígenas Wajuru em Rondônia, entre outras. Todas buscando trazer o foco para pautas de conflitos socioambientais e movimentos de resistência.

Instagram: @juliadolce_ 

INGRID

BARROS

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Nascida e criada no interior do estado do Maranhão, Ingrid Barros é fotógrafa, diretora e documentarista, com atuação no jornalismo e no audiovisual independente. Ela possui olhar apurado e direcionado para temas de direitos humanos, povos e comunidades tradicionais, cultura e música popular. Para ela, “a fotografia é também um método para produzir imagens que possibilitam a construção de um novo imaginário e novas narrativas de corpos dissidentes, por meio da potencialização do bem viver, do real, da vivência honesta, verdadeira e afetuosa.”

Instagram: @_ingridbarros

ISIS
MEDEIROS

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Isis Medeiros é fotógrafa popular e ativista de Minas Gerais, e trouxe uma seleção os ativismos no Brasil e na América Latina.O olhar crítico e sensível de Isis busca denunciar negligência e descaso como o das mineradoras em Minas Gerais. Engajada na luta e empoderamento das mulheres, a fotografa descortina em seu trabalho as violências do Estado e as violações de direitos humanos. Realizou o projeto Mulheres Cabulosas da História e é uma das fundadoras do grupo nacional Fotografia pela Democracia. Lançou recentemente seu primeiro livro ‘15:30’, uma leitura visual dos desdobramentos do crime da mineração em Mariana em 2015.

Instagram: @isis.medeiross

CRUUPYHRE
AKROÁ
GAMELLA

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Cruupyhre Akroá Gamella é fotógrafo do povo Akroá-Gamella, do Território Indígena Taquaritíua (MA). O artista também é membro do Conselho de Lideranças, onde constrói o processo de comunicação interna de seu povo. As fotos que compõem este ensaio são um compilado de momentos que fortalecem a espiritualidade de Cruupyhre e partem da convicção de que nossos pés demarcam nosso território. O fotógrafo conta que, a partir do seu olhar para dentro, registra e demarca o espaço e as telas. “Tento demonstrar por meio dos meus registros essas caminhadas, andanças, realidades e vivências do meu território, bem como, retrato esses tecimentos e resistências em defesa de nossa terra Indígena.”

Instagram: @cruupyhre21

O site da Escola de Ativismo funciona sob licença Creative Commons mas os direitos das imagens aqui apresentadas são de cada fotógrafe.

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