MINI-FINANCIAMENTOS

Realizado desde 2015, o MINI é um programa experimental de pequenos financiamentos para ações e campanhas ativistas no tema de mudanças climáticas que conta com o apoio da Fundação OAK. Diferente de outras formas de financiamento, o MINI se constitui por uma combinação inovadora entre financiamento em fluxo (flow funding), aprendizagem em estratégias e ações, e mentoria no desenho de intervenções, buscando aumentar a capacidade de incidência política de grupos ativistas.

O programa é inteiramente orientado pela aprendizagem relativa à proposta de ação a ser realizada. O envolvimento da Escola se inicia já na fase de apresentação dos projetos nos pareceres emitidos por um comitê interno de avaliação e se estende à tutoria durante a execução e, ainda, ao trabalho de avaliação da ação planejada. A Escola não interfere na definição dos objetivos e no planejamento estratégico das propostas, respeitando a autonomia e independência de cada grupo.

O trabalho de financiamento dá lugar a outra forma de colaboração. Junto com o pequeno recurso financeiro, há um processo de tutoria. Ao longo das etapas de execução de suas propostas – desde a redação do projeto até a sua conclusão – os grupos beneficiários recebem apoio nos temas de campanhas, comunicação, ação direta e segurança da informação.

Preparação para a Mobilização Mundial Pelo Clima de Fortaleza no Grito dos Excluídos, 2015. Além deste e outros 2 atos públicos, o projeto realizou uma sequência de 8 oficinas de ativismo pelo clima com estudantes secundaristas do Ceará.

Eu diria que o mini-financiamento é algo interessante, inclusive por economizarmos tempo com a burocracia – o que geralmente nos rouba a dedicação ao projeto em si. De fato, o escopo da atividade que conseguimos desenvolver é menor, mas a atividade gerou uma série de articulações e contatos que vão refletir de forma mais estruturante no médio e longo prazo.” Instituto Ambiental Viramundo

O mini-financiamento deu mais liberdade de atuação frente aos projetos maiores. Conseguimos construir com outros coletivos – no caso, as lideranças de Passarinho –, o que é diferente de editais nos quais a Casa da Mulher do Nordeste se inscreve. O fato de ser uma atividade que ocupou um espaço público mudou nossa dinâmica e foi algo menos trabalhoso de se realizar. ” Casa da Mulher do Nordeste

O financiamento gerou desdobramentos, como as ações nas audiências públicas e no Conselho de Recursos Hídricos de Cuiabá. Conseguimos mostrar para o agronegócio que a sociedade civil está organizada.” Comitê Popular do Rio Paraguai

A ação respondeu bem à necessidade de fazer uma ação ativista numa cidade pequena, que não tem essa cultura e não está acostumada à reivindicação política. A maioria dos ativistas de Igarassú vai para Recife. Assim, pensamos numa ação que atraísse o trabalhador comum, as donas de casa, e que tivesse um componente mais leve (as fotos com a placa e a hashtag #VemProRio) e uma parte mais provocativa (a distribuição de recipientes contendo a água contaminada do rio).” Coletivo Humanismo e Não-Violência

 

 

Em quase dois anos, o MINI beneficiou 27 projetos em 9 estados do Brasil (AM, BA, CE, DF, MG, MT, PA, PE e SP) relacionados ao tema das mudanças climáticas e sua interface com as pautas de mobilidade, gênero, resíduos sólidos, fortalecimento comunitário, energia e territórios indígenas, formação de jovens e preservação de parques urbanos.

PROJETOS FINANCIADOS:

2015

  • Pimp My Carroça | São Paulo | Intervenção artivista como parte da campanha Reciclovia.
  • Engajamundo | São Paulo | Encontro Nacional com treinamento de multiplicadores de uma metodologia de formação em advocacy e negociações internacionais.
  • Movimento Ficha Verde | Manaus | Intervenção artivista e entrega de petição ao poder públcio pela criação do Corredor Ecológico do Sauim-de-Coleira.
  • Rodas da Paz | Brasília | Ação criativa de travessia do Lago Paranoá reivindicando o fim da proibição de bicicletas nas pontes que cruzam o Lago.
  • Casa da Mulher do Nordeste | Olinda | Festival Ocupe Passarinho, na periferia de Olinda.
  • Fórum Teles Pires | Sinop | Oficinas de video-denúncia e ações denunciando os efeitos sociais e ambientas das barragens e das UHEs do Teles Pires.
  • Hub Livre | São Paulo | Construção de uma Bike Radio para registrar os movimentos por parques urbanos pela cidade.
  • Instituto Ambiental Viramundo | Fortaleza, Maracanaú e Caucaia | Oficinas de ativismo pelo clima com estudantes secundaristas e atos de preparação para a Mobilização Mundial Pelo Clima.
  • Coletivo Humanismo e Não-Violência | Igarassú e Recife | Diagnóstico e dossiê sobre a contaminação dos rios realizado por estudantes secundaristas e pesquisadores e ações de rua em frente à Prefeitura e em Recife.
  • Engajamundo | São Paulo | Realização da Mobilização Mundial Pelo Clima.
  • Comitê Popular do Rio Paraguai | Barra do Bugres | Ação durante o Dia do Rio Paraguai e audiências públicas sobre PCHs.
Ação de estudantes denunciando a contaminação de rios em Igarassú - PE, 2015. O projeto realizou um diagnóstico sobre a situação dos rios na cidade em conjunto com estudantes secundaristas e pesquisadores, culminando em ações de rua em frente à Prefeitura e em Recife.
Mural de grafite pela criação do Corredor Ecológico do Sauim-de-Coleira em Manaus, 2015. O mural foi parte da campanha “Eu apoio o corredor do sauim”, realizada pelo Coletivo Ficha Verde.
Mobilização Mundial Pelo Clima em São Paulo, 2015. A Mobilização foi construída por uma articulação de mais de 30 organizações e ajudou a consolidar a importância das reivindicações da sociedade civil na COP 21. Foto: Paulo Pereira.
Ação de estudantes denunciando a contaminação de rios em Igarassú - PE, 2015.
Ação de encerramento do Encontro Nacional da rede Engajamundo, 2015.
Encontro Nacional da rede Engajamundo, 2016. O Engajamundo trabalho com formação, mobilização e empoderamento de jovens em todo o Brasil. Os Encontros Nacionais da rede, que acontecem todo ano, são um momento de aprendizagem prática sobre ações ativistas.
Expedição no Rio Buriti, na bacia do Juruena, com populações indígenas da Terra de Tirecatinga. De acordo com dados da Aneel e da EPE, em toda a bacia do Juruena está prevista a instalação de 102 usinas, entre UHEs e PCHs. A expedição buscou, assim, refazer o vínculo dos indígenas com seu próprio território, preparando-os para fazer frente aos impactos sociais e ambientais dos grandes projetos. Foto: Andreia Fanzeres/OPAN.
Ação de denúncia da sociedade civil no Dia do Rio Paraguai, em Barra do Bugres - MT, 2015. Trancamento do Rio Paraguai com as tradicionais canoas pantaneiras, chamando atenção das autoridades públicas para os 5 principais problemas que afetam o rio. Pouco depois, foram realizados atos para interromper audiências públicas sobre a construção de PCHs na região. Foto: Rádio Pioneira.
Plenária da 1a. Conferência Livre de Mobilidade do Recife (Colmob).
Lançamento da campanha D1 passo pela Mobilidade (BH).

2016

  • OPAN | Expedição indígena no Rio Buriti
  • Clímax Brasil | Santarém e Itaituba | Ação de comunicação com base em entrevistas com mulheres tapajônicas
  • Engajamundo | São Paulo | Encontro anual com oficina de ações diretas criativas.
  • Rede Novos Parques | São Paulo | Mutirão de pesquisa jurídica 
  • 1ª Conferência Livre de Mobilidade do Recife
  • D1Passo | Belo Horizonte | Plataforma para construir compromissos dos candidatos à eleição municipal em questões de mobilidade urbana.
  • FASE | Recife | Formação de mulheres catadoras e dia de intervenção comunitária sobre coleta seletiva nas comunidades de Palha de Arroz e Chão de Estrela.
  • Engajamundo | Brasília, São Paulo e Santarém | Formações e seminários sobre o novo Código Florestal e entrega de manifesto da juventude ao STF.
  • De Olho Nos Ruralistas | Projeto de reportagem e pesquisa para mapeamento da bancada ruralista e seus impactos nas mudanças climáticas.
  • Instituto Ambiental Viramundo | Fortaleza | Campanha Pró-Parque Lagoa da Viúva.
  • Txihi Xoha | Pau-Brasil | Formação de lideranças indígenas, caminhada chamando atenção para a violência contra a juventude indígena e entrega de carta ao poder público.
  • Clímax | Cobertura jornalística jovem, oficinas e ações ativistas na Conferência Habitat III.
  • Ceará no Clima | Fortaleza e interior | Campanha “Água para Quem Precisa”, para pressionar o governo do estado a cumprir as leis nacional e estadual das águas.
  • Clímax | São Paulo | Criação do canal b i k i n i, que visa aproximar as mudanças climáticas da juventude.
  • Casa da Mulher do Nordeste | Olinda | Segunda edição do Festival Ocupe Passarinho, além de ações ativistas preparatórias.